25 fevereiro 2010

BBB é um LIXO!!!

Comparando as últimas edições com o que temos hoje, a podridão de três anos atrás era comparável a programa infantil. E, como se não bastasse o zoológico humano Global, hoje existem outras opções, até mesmo na TV Record, cuja proprietária é uma igreja “evangélica”. Seus apresentadores estão ainda mais cabeças-ocas, seu público ainda mais entorpecido. Como é possível a um país se permitir que uma asneira fétida como essa entre nos lares das pessoas todos os dias? Como se explica que alguém abra sua casa para receber esta porcaria? Como não se proibir que alguém leve o dinheiro suado de tantos telespectadores incautos para sustentar esta máquina de iniqüidades?

Um programa que não tem nada a acrescentar, a não ser procurar por todos os meios legitimar o erro, fazer apologia do pecado, enfiar goela abaixo da sociedade que o errado é certo e o certo é errado. O profeta Isaías, inspirado por Deus, já falava a respeito do BBB: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; põem o amargo por doce, e o doce por amargo.”(Isaías 5:20). Ou seja, ai daqueles que invertem valores, subvertem conceitos e ridicularizam os absolutos. Se não por estes motivos, só pelo vazio cultural e intelectual, tenho acompanhado críticas ferinas até mesmo de pessoas que nem conhecem a Deus a propósito do tema.

Um cristão que se presta a parar por um minuto que seja para assistir a este show de horrores social, ético, moral e espiritual precisa questionar sua fé. Não é razoável imaginar que haja qualquer coisa a fazer diante da TV num momento em que se faz propaganda de tudo o que não presta, embalado na diabólica aparência de pensamento moderno, de tolerância e de modelo ideal de convivência humana. Vejo cristãos ao final dos cultos comentando não a mensagem que ouviram, o louvor que prestaram, mas preocupados em qual será o próximo eliminado, quem merece ganhar o prêmio ou o que disse fulano ou beltrano. Será isso normal?

É incrível como chegamos a um ponto em que o Evangelho não precisa mais fazer nenhuma diferença na vida prática. A gente vai aceitando tudo com uma passividade assustadora. Hoje já é muito, mas muito mais fácil encontrar “cristãos” que podem dizer o nome de todos os participantes da “casa famosa” do que citar o nome dos doze apóstolos.

Se deveria haver uma reserva de resistência contra a avassaladora campanha dos meios de comunicação contra tudo o que se chama Deus, esta deveria se achar entre aqueles que servem a Deus. Pelo andar da carruagem, por aqui a proposta de nadar contra a maré soa mal. Não empolga. A ideia de sermos uma contracultura, cujos valores são absolutamente inversos aos da maioria que nos rodeia está perdendo força. O conceito de “Reino”, que é exatamente um povo separado, com um DNA exclusivo, com uma marca no coração que os torna diferente de tudo o que existe, definitivamente está ficando para trás.



“Prefiro ser um ilustre desconhecido do que um imbecil famoso”.

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