04 março 2011

FUJA DA PORNOGRAFIA!!!

"A Pornografia é um projeto do Diabo, criado para massacrar a sexualidade dos jovens,  e assim criar graves problemas nesta área" Pr. Thiago Chiodi
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Rm 12.12. 

Professora encabeça movimento contra a indústria pornô e seus malefícios 
A norte americana Gail Dines tem incomodado muita gente. Mais especificamente empresários que fazem do sexo um mercado lucrativo. Socióloga, professora, feminista, membro-fundador do grupo “Stop Pomo Culture” pelo fim da cultura pornográfica, Dines acaba de lançar o livro: “Pornoland”– Como a pornografia tem desviado nossa sexualidade. 

Por que você decidiu estudar os efeitos da pornografia?
Gail: Tinha 22 anos e trabalhava num centro de atendimento a vítimas de estupro. Assisti a uma palestra antipornográfica e aquela noite mudou minha vida. Não consegui entender como alguns homens eram capazes de produzir tais imagens e outros pudessem ficar excitados com elas. Mudei o meu doutorado para o tema pornografia e nos últimos 20 anos tenho escrito e dado palestras sobre seus malefícios.

No livro você diz que a única coisa que excita os produtores é o lucro 
Gail: Pensamos que pornografia tem a ver com fantasia, mas na verdade é um negócio de bilhões de dólares. Os pornógrafos estão interessados em lucro e farão o que acharem necessário para isso, mesmo que signifique tratar mulheres de forma humilhante e cruel. E é isso que eles fazem.

Você acredita então que a pornografia deveria ser proibida?
Gail: Acho que a forma mais sensata é fazer leis como a criada por Andrea Dworkin e Catherine MacKinnon (feministas que conseguiram levantar leis restringindo a pornografia nos Estados Unidos) que define a pornografia como violação dos direitos civis das mulheres e visa indenizar pessoas que foram prejudicadas. Já que tudo gira em torno do dinheiro, quanto mais doer no bolso deles melhor.

Você acha que o publico pede imagens fortes ou produtos criam esta necessidade?
Gail: Essa questão é a chave para entender como a indústria pornô funciona. Os consumidores estão exigindo filmes cada vez mais agressivos, mas a demanda está associada ao consumo anterior de pornografia. Devido a introdução desse conteúdo em grande volume na internet, tudo torna-se entediante rapidamente. Para manter-se estimulados, esses homens querem conteúdo mais agressivo, bizarro e cruel. No passado, os meninos tinham o primeiro contato com o erotismo através de revistas de mulheres nuas de seus pais. E elas já eram sexistas o suficiente. Hoje, no lugar de mulheres nuas com sorrisos tímidos, os meninos encontram imagens agressivas e bizarras. É com essas imagens que constroem seus pensamentos sobre o sexo e o sexo pornô é isento de sentimentos, intimidade, respeito ou qualquer relação emocional.
Os consumidores de pornografia estão ficando mais jovens?
Gail: Estudos mostram que a primeira aproximação com o universo pornô, se dá aos 11 anos. Nesta idade os meninos não têm qualquer experiência sexual. Significa que o sexo pornô torna-se a referência do que eles entenderão por sexo “normal”. E não é só na pornografia, nós vivemos uma era “hipersexualizada”. A mulher aparece em filmes, músicas, televisão, pronta para o sexo.
Um garoto que consome pornografia tão cedo que torna-se que tipo de adulto?
Gail: Quanto mais cedo o menino conhece pornografia, mais vai consumi-la por toda vida. Alguns se sentem frustrados porque não conseguem o mesmo desempenho dos atores e outros até acabam perdendo o interesse no sexo com outro ser humano...

E uma garota? 
Gail: A base dos consumidores de pornografia é masculina. A indústria está tentando descobrir métodos para seduzir as mulheres mas isto ainda é ínfimo... As mulheres atendem às exigências masculinas, porque recusá-las significa puritanismo para a sociedade atual...

Você acredita que a violência contra a mulher tem ligação com a pornografia?
Gail: Não vemos desta forma tão simplista. Pelo contrário, defendemos que a pornografia tem efeitos complexos e de múltiplas camadas sobre a sexualidade masculina e que o estupro é uma prática cultural fruto de uma sociedade dominada pelos homens. Em vez de dizermos: “a pornografia causa estupro” preferimos questionar quais as mensagens passadas pela pornografia e como elas moldam nossa realidade.

Você diz que a pornografia promove o racismo. De que forma isso acontece?
Gail: As imagens de pessoas negras e asiáticas são estereotipadas na pornografia. As mulheres asiáticas aparecem como gueixas e são descritas como perfeitos objetos sexuais. Já os homens negros, aparecem nos papeis de violadores, fora de controle. Esses preconceitos ficarão sempre em voga enquanto pessoas se estimularem com eles através da pornografia.
Por que o consumo de pornografia aumenta?
Gail: A indústria pornô tem feito um grande trabalho ao vender sua imagem como algo divertido e inofensivo. Ser anti-pornográfico é visto hoje como ser anti-sexo. Isso é ridículo porque a pornografia é um produto industrial e uma forma mercantil da sexualidade e não uma representação real do sexo.

Fonte: Folha Universal – 26 de setembro de 2010

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